Arrifana
May 5th, 2010 § Leave a Comment
Pode-se partir em busca da Arrifana seguindo as pistas de uma adivinha escrita num papel rasgado: uma baia em forma de concha que deixou um mouro a escrever versos, ali onde o Alentejo acaba e o Algarve começa.
Já lá vai o tempo em que aquela praia a cinco minutos de Aljezur merecia o estatuto de pequeno segredo. Mas quem chega ao cimo da encosta escarpada de pedras negras continua a perder o fôlego com a praia estreia e selvagem, no fundo do precipício que se desce por uma estrada de curvas empedradas.Talvez melhor vista que essa, tem-se das ruínas da fortaleza onde um príncipe muçulmano, vindo de Silves, encontrou refúgio para se dedicar à escrita no século XII.
No Inverno, a Arrifana mantém aquela magia sossegada dos lugares de contemplação. No Verão, mesmo que longe do reboliço algarvio, é ponto de encontro de jovens e estrangeiros que vêm atrás das ondas que rasgam o azul da enseada. Diz-se que o príncipe Harry de Inglaterra veio para ali aprender a surfar. Se é mentira, pouco interessa. O mito ficou.
E se a Rainha lesse…
April 28th, 2010 § Leave a Comment
A Leitora Real
Alan Bennett \ ASA
E se a Rainha de Inglaterra, cujo passatempo mais conhecido é tratar de cães de caça e cavalos de corrida, de um dia para o outro, mandasse às malvas os compromissos do Reino e desatasse a devorar livros com uma pressa de quem não lhe chega uma vida? Sir Philip, duque de Edimburgo, seu marido, abanaria a cabeça. Sir Kevin, o secretário, franziria a sombrancelha. E todo o palácio, desde o motorista à camareira, passariam andar com literatura por perto para mostrar serviço.
Em terras de sua majestade, a mera ideia tresanda a subversão. Passada a conto por Allan Bennett, súbdito e argumentista, é um “tratado contra a estupidez” e uma sátira que pôe o ridículo a nu e, da primeira à última página, dá razões de sobra para deixar bem-humorado o mais fleumático dos ingleses. Se isto é assim quando Isabel II lê, imagine-se como será quando a convencem que melhor ainda era escrever.
Um espião à antiga
April 28th, 2010 § Leave a Comment
A chave para Rebecca
Ken Follett / Bertrand
Já não se escrevem histórias espiões como antigamente. Le Carré fartou-se do Frio da Rússia e James Bond partir à caça dos cabecilhas da Quantum. Com Ken Follett passou-se o mesmo, mas sorte ou azar o nosso, ainda podemos fingir que não. Com trinta anos de atraso, A chave para Rebecca chegou a Portugal.
Ao ritmo de um best-seller, o autor britânico leva-nos pelas ruas e cafés do Cairo atrás de Alex Wolff, um espião nazi que vive num barco ancorado no Nilo, e da sua cúmplice, uma belly danser nacionalista disposta a tudo (mesmo) para roubar os segredos militares britânicos. Isto com a Segunda Guerra Mundial em pano de fundo.
Chave para Rebecca – Rebecca é o código tirado de um livro homónimo de Maurier – foi baseado na mesma história verídica que inspirou o Paciente Inglês. Iintricado quanto baste para se ler de um fôlego. Recomendado para saudosistas.
A story about love
August 18th, 2009 § Leave a Comment
A Farwell to Arms
by Ernest Hemingway / Vintage Classics
Wait please. Be patient. Enjoy the moment. If you are in a rush for the extraordinary, then Hemingway’s Farwell to Arms is not for you. I know it is a story about war and love, I know. But it is told in the most ordinary way it is possible to write about war and love. Few deaths. Few battles. No suspense. Little drama. A love so simple as it were if real. And I am sorry to tell: that is the best of it.
How Sherlock Holmes got his looks
March 3rd, 2008 § Leave a Comment
A tall man in an Inverness cape and a deerstalker hat. Who else but Sherlock Holmes? The features of Sherlock Holmes are no secret for the enthusiasts of
Conan Doyle’s stories. But few know how did he get his looks.
It was by mistake that the artist Sindey Paget ended up chosen to illustrate Holmes’ stories. The editor of Strand magazine wanted to appoint his brother but the commission fell accidentely in the hands of Sindney.
The tramp who fought communism
January 24th, 2008 § Leave a Comment
Devotee of George Orwell? You must meet Eric Blair !
For the pseudonymous writer who made a satire of communism in Animal Farm and the world a dark place to live in 1984, was made from a (real) starving dish-washer and a tramp roamer.
This making of of Orwell is in Down and out in Paris and London, a plotless travellogue diary of Orwell’s, by the time Eric, adventures as a voluntary poor in Paris and London. Like a prince eager to mix with his people, the Eton boy, self proclaimed writer by shaving age, decided to dress in poor clothes to fell the meaning of poverty.
